Este blog foi criado para COMPARTILHAR SONHOS e CELEBRAR REALIZAÇÕES.
Nele, irei contar as aventuras sobre duas rodas de Jorge e Andréa, através de suas histórias passadas e futuras.
Espero que você VIAJE conosco por este caminho chamado VIDA!
Acordaram por
volta das 06h30minh, tomaram café e “levantaram acampamento”. Objetivo: chegar a
Itacaré e ainda conseguir aproveitar uma prainha e uns passeios por lá.
Com tudo pronto, se despediram do pessoal
da pousada, que foi muito hospitaleiro, e colocaram as rodas na estrada e as 08h30minh
já estavam a caminho do início da volta pra casa.
Mas no meio do caminho tinha uma lombada,
tinha uma lombada no meio do caminho..........
A cerca de 16 km de Arraial, a equação: estrada
com curvas + lombada + falta de sinalização + areia na pista, foi um obstáculo
e tanto, que acabou causando a queda de Motta.
Depois do enorme susto e de saber que tudo
estava bem (ou pelo menos parecia estar), restou tentar seguir viagem. Com
certa dificuldade e a tensão do primeiro acidente, os viajantes conseguiram
chegar até próximo a Itabuna, onde decidiram acionar o seguro.
Após aguardar por algumas horas, Motta
seguiu viagem com o táxi da seguradora, depois de despachar a moto de guincho.
Nessas horas percebemos a importância de um bom seguro.
Jorge e Andréa seguiram de moto até Gandu,
já era noite quando encontraram um simpático hotel de estrada e tudo que
precisavam: um bom banho, uma cama confortável e uma sopa quente.
O final da viagem pra Lauro de Freitas
seguiu sem problemas no dia 20, mas também sem fotos e sem entusiasmo. Desta
vez, o casal de aventureiros só queria chegar logo em casa.
Era o último dia das férias, antes de
começar o caminho de volta pra casa. Escolheram fazer algo diferente e buscaram
por aventuras nas agências locais.
A aventura
possível parecia emocionante e enquanto aguardavam o horário dela começar,
decidiram curtir novamente a praia de Mucugê, a mais próxima e nem por isso
menos bela.
Os viajantes decidiram parar na Barraca de
Praia “Cantinho Mineiro”, um lugar aconchegante, com uma comida maravilhosa,
roskas de primeira qualidade e um atendimento fantástico, além de um preço
justo.
Lugar em que
puderam conhecer duas figuras inesquecíveis que os atenderam na barraca.
Passaram toda
manhã na praia, aproveitaram para um banho de mar e para caminhar pelas
piscinas naturais, mas também para aproveitar a paisagem curtindo uma rede.
Depoimento
Andréa: “Apreciar a mudança de maré é algo deslumbrante, nos mostra o movimento
da vida. Olhar o mar calmo e suas cores vivas é realmente energizante. Só posso
agradecer por poder vivenciar tudo isso”.
Após aproveitar bem o último dia de praia,
os aventureiros ficaram aguardando o carro que iria pegá-los para levá-los em
direção ao último passeio por Arraial, mas agora sobre quatro rodas. Isso
mesmo, os “malucos” decidiram alugar quadriciclos e aventurar-se por uma trilha
rumo à praia de Taípe.
Arraial conta com inúmeras empresas que
realizam passeios e trilhas, os viajantes escolheram a empresa Bahia Radical (http://www.arraialdajuda.tur.br/bahia-radical/#)
para realizar a aventura e a experiência foi fantástica. Não deixe de
conhecer!!!!
A trilha que leva
à Praia de Taípe tem cerca de 25km e é isolada por falésias de 20 metros de
altura em meio a Mata Atlântica. O passeio corta fazendas de mata nativa,
mistura de belas paisagens, alguns riscos e muita adrenalina, com travessia de
pequenos rios, subidas e descidas por penhascos que dão mais animação à
aventura.
O passeio teve direito até a uma
quase-queda, que deu o que falar e o que rir...mais uma vez Andréa encontrou a
areia e pôde relembrar outras aventuras.
No centro da praia de Taípe está a Lagoa
Azul, que pode ser vista apenas em maré baixa e se destaca com a luz solar. Suas
areis são ricas em silicato de alumínio, utilizado na indústria cosmética,
dizem que é ótimo para a pele.
Taípe é uma
praia tranquila, é foz do rio do mesmo nome, suas águas são mais escuras,
devido à vegetação do mangue, mas completamente limpa e ótima para a pesca.
Nesta praia os viajantes puderam tomar um
delicioso banho de mar e Jorge se divertiu pegando “jacarés”. Andréa aproveitou
para caminhar e fotografar este lugar exuberante e fantástico.
Ficaram na
praia por cerca de uma hora e na volta puderam parar em um mirante, em cima das
falésias, e vislumbrar as belezas de Taípe do alto de suas falésias. A trilha
passou por matas mais fechadas e o passeio ficou ainda mais divertido.
Realmente uma aventura inesquecível e
muito divertida!!!!!!
Voltaram exaustos e cheios de terra para a
pousada. Precisavam mais que um banho, mas um esfregão total! Cansados mas
felizes, muito felizes.
Depois de um
merecido banho, saíram para curtir a última noite em Arraial. Decidiram
conhecer o Miloca Crepes e Hamburgueres, um lugar divertido, cheio de fotos de
atores, atrizes e músicos, com deliciosos e gigantescos hambúrgueres.
Aproveitaram
para se despedir de Arraial com mais um sorvete do Coelhinho. Combinaram de
sair cedo no dia seguinte em direção a Itacaré, onde passariam a noite,
seguindo viagem no dia seguinte para Lauro de Freitas, aproveitando para
conhecer a nova estrada Itacaré-Camamu.
Desmaiaram na cama depois de um dia
cansativo, mas divertidíssimo e inesquecível.
Acompanhe esta aventura sobre quatro rodas em imagens:
Arraial
d´Ajuda, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália
Neste dia os
viajantes decidiram desbravar novas praias e optaram por ir à Praia de Pitinga,
também próxima ao vilarejo. Estar de moto limita aventurar-se por estradas de
terra e areia, o que não permitiu que fossem conhecer praias mais distantes.
O nome Pitinga, de origem indígena,
significa Pigmento Branco, porém na língua nativa, significa Vermelho, o que
pode ser explicado pelas cores das falésias que cercam o mar à beira da bela
praia, formando, junto aos recifes, um visual fantástico. Na maré baixa também
proporciona piscinas de águas mornas (quase quentes, no verão) e o visual de
ondas fortes quebrando em seus recifes. Realmente um lugar de belas paisagens.
Em
tupi-guarani, Pitinga significa pequeno crustáceo, ou alguma coisa suave, leve
e branca. Talvez essa seja a melhor opção para definir a praia de Pitinga.
Suave em seu mar, leve em seu visual, esplêndida e branca em sua areia fofa e
na transparência de suas águas esverdeadas. Pitinga também é um nome dado a um
peixe bem pequenino, com sabor forte e servido em barracas por toda a Bahia.
Pitinga é definida, por quem conhece de
belezas naturais, como uma das mais belas e exóticas praias do litoral
brasileiro. Sua infra-estrutura de cabanas chamam a atenção dos turistas.
Optaram por ficar na Barraca Maré, indicada pelo garçom que os
atendeu no dia anterior. A Barraca possui uma excelente infraestrutura, com boa
comida e ótimas opções de roskas.
Aproveitaram
para caminhar um pouco pela praia, ver de perto as falésias, principal atração
desta região e de nadar nas piscinas naturais, repletas de peixinhos e de águas
transparentes.
Ficaram em
Pitinga até o início da tarde e após curtirem as paisagens, a hospitalidade
local e as águas mornas, voltaram pra Arraial. E na volta aproveitaram para
fotografar a Igreja de Nossa Senhora d´Ajuda e a vista do mar que se perde ao fundo
da igreja. Sem dúvida, uma das mais belas paisagens do vilarejo.
Após um bom
banho, almoçaram no Restaurante ‘A Portinha’, não queriam perder um dos
melhores almoços a quilo já experimentados. A variedade e o sabor fazem deste
restaurante uma ótima opção.
Depois de se deliciar com o almoço,
decidiram ir passear na cidade vizinha, Porto Seguro. A balsa que atravessa o
Rio Buranhém é um dos caminhos para se chegar a esta famosa cidade do sul da
Bahia, conhecida por suas praias, sua agitação e pela Passarela do Álcool, rua
em que barracas vendem uma imensa variedade de bebidas feitas de frutas da
região dividem espaços com inúmeros restaurantes e lojas de “lembrancinhas”.
“E velejando
nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado
ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito
bom e muito seguro, com uma mui larga entrada”.
Pero Vaz de Caminha
Porto Seguro foi fundado em 1534, e foi
tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, por ser o local de chegada dos
portugueses ao Brasil em 1500. Porto Seguro tem um extenso litoral que se
inicia com Arraial d´Ajuda e vai até Santa Cruz Cabrália, sendo divididos pelo
Rio Buranhém, o que lhe confere o título de Patrimônio Natural da Humanidade.
Em Porto
Seguro os turistas passearam de moto por toda a orla, apreciando as belas
praias da região, até chegarem à Santa Cruz Cabrália. Santa Cruz Cabrália briga pela primazia de
ser o local de descoberta do Brasil.
Do alto da cidade é
possível ver o primeiro “porto”, onde as naus de Cabral atracaram ao chegar ao
Brasil.
Santa Cruz
Cabrália é uma das cidades construída em dois planos, assim como Salvador,
seguindo a tradição portuguesa. Foi criada à margem do Rio Mutari pelo navegador
pelo português Gonçalo Coelho, comandante da segunda expedição ao Brasil, em
1503, onde desembarcaram os primeiros missionários e aventureiros, entre eles,
o observador Américo Vespúcio. Oito décadas depois, a Vila de Santa Cruz, nome
então dado ao Brasil, foi transferida para um platô, na foz do Rio João de
Tiba, atual Centro Histórico, de onde é possível ter uma vista de toda a cidade
de Porto Seguro.
Nesta parte
alta está a Igreja Nossa Senhora da Conceição, construída no século XVII, primeira padroeira do Brasil, antes de Nossa Senhora
Aparecida e atual padroeira da cidade de Salvador.
Também é possível conhecer a Casa da Câmara e a Cadeia, que abrigou
a primeira intendência do Brasil.
E as ruínas do primeiro colégio jesuíta do século
XVI.
A cidade de Porto Seguro é Monumento
Nacional desde 1973, por ser um dos primeiros núcleos habitacionais do Brasil,
além de ter o Marco do Descobrimento. O marco veio de Portugal entre 1503 e
1526, utilizado para demarcar as terras, simbolizando o poder da coroa portuguesa.
Após um pequeno passeio pela história do
Brasil, e já com o dia chegando ao fim, os viajantes, por estarem de moto, decidiram
“bebemorar” em Arraial, onde poderiam circular a pé, apenas passando pela
passarela do álcool.
Escolheram
comer no “Crepe da Miloca”, uma creperia que existe há mais de 13 anos na
região e tem um grande número de opções de crepes feitos na hora e que são
deliciosos.
Aproveitaram
para dar mais uma olhadinha na loja de artigos da Indonésia, afinal, é de uma
beleza que não cansa.
A sobremesa no final da noite ficou por conta
do maravilhoso sorvete da “Soverteria Coelhinho” (www.sorveteriacoelhinho.com.br),
conhecida por ter um coelhinho de pelúcia andando de bicicleta na porta.
"Estando
dois padres em Arraial d´Ajuda, fundando uma Casa e não tendo água que fosse
boa para beber, desejando ali uma fonte, quis Deus que neste caminho caiu um
monte e com o abrir da terra se abriu a mais formosa fonte que agora há naquela
terra. E porque a casa que fundavam é de invocação de Nossa Senhora d´Ajuda, se
chama a fonte da mesma Senhora".
José de Anchieta
Esta é uma das versões oficiais para o
nascimento deste vilarejo Arraial de Nossa Senhora d´Ajuda, em 1549, com o
início da construção da Igreja dedicada a Nossa Senhora d´Ajuda, marco mais
antigo da história da vila. Muitas são as histórias de milagres atribuídas à
Fonte de Nossa Sra, o que passou a atrair muita gente, fazendo que com os
jesuítas abrissem suas portas para alojar os romeiros. Juntou-se a eles, no
final da década de 70, os hippies (que estavam a caminho de Arembepe – Litoral
Norte de Salvador) e os europeus, que foram chegando e formando esta mistura
característica do lugar até os dias atuais.
A aldeia foi batizada com esse nome em
homenagem a Tomé de Sousa e aos primeiros jesuítas que chegaram ao local por
volta de 1549, com suas três naus: Conceição (nome da Igreja da Conceição da
Praia em Salvador, padroeira da cidade), Salvador (nome dado à primeira cidade)
e Ajuda, a padroeira do vilarejo. Com a legalização do Distrito, o nome
definitivo ficou Arraial d´Ajuda.
Arraial está no topo das falésias
coloridas, rodeada pela Mata Atlântica e pelos 28 km de belas praias de águas
mornas e tons de verde e azul. Arraial tem a mesma latitude de outros lugares
místicos espalhados pelo mundo, como Bali, na Indonésia, o que atraem
esotéricos e aventureiros.
Depoimento
Andréa: “Assim como na Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, as grades
que enfeitam a volta da Igreja de Nossa Senhora d´Ajuda ficam repletas de
fitinhas. Diz a lenda que você, ao amarrar a fita, pode fazer um pedido. Eu
acredito!!! Em minha primeira visita à Arraial pedi para ser feliz na Bahia, e
eis que ele tem se realizado! Atrás da igreja é possível ver uma das mais belas
paisagens de Arraial, que dispensa comentários. Parece que a Igreja está a
abençoar aquela terra fantástica e tão bela.”
No meio de sua praça principal vemos o
antigo cemitério de Porto Seguro, agora desativado, embora pessoas tenham sido
enterrados ali, mais uma interessante peculiaridade de Arraial.
Rua Mucugê, principal rua do vilarejo,
já foi uma estrada que levava ao rio Mucugê. Atualmente é onde se concentram as
lojas, bares, restaurantes e pousadas da região. Ao final da rua o viajante tem
acesso às praias de Mucugê e de Pitinga.
No primeiro dia como “turistas”, os
viajantes acordaram cedo e decidiram ir para a praia, entre as inúmeras opções
de belas praias de Arraial e Trancoso, sua vizinha, escolheram ficar na praia
principal de Arraial, Praia de Mucugê. Uma praia agitada na alta temporada,
local de festas e baladas, mas que nesta época do ano, mesmo cheia, ainda tem
certa tranquilidade.
Mucugê é um nome dado a uma árvore
indígena, quando os índios desciam em direção à praia, passavam debaixo destas
árvores, hoje extintas. A praia é em forma de meia lua e é a mais próxima ao
povoado. As ondas são fracas, pois se quebram nos inúmeros recifes próximos da costa,
o que lhe confere muitas piscinas naturais e um mar calmo, ótimo pra banho.
Escolheram a barraca Arapati, boa comida e
ótimo atendimento, mas os preços não são muito atrativos, depois descobriram
que era a barraca mais cara da praia, mas algumas regalias compensam. Quando a maré está muito baixa as piscinas
ficam rasas e é possível deitar no mar e curtir a vista belíssima dos recifes
que se mostram sobre as águas.
Passando o dia na praia é possível
acompanhar a entrada e a saída da maré e as mudanças de um visual encantador.
Na Rua Mucugê, é possível se misturar aos
moradores, índios, hippies, e turistas nacionais e estrangeiros, em uma mistura
de sons e tons. Mucugê é chamada de “esquina ou o cantinho do mundo” em virtude
de receber pessoas de todos os cantos do planeta. Nesta rua é possível comer de
cachorro-quente e espetinho, na praça, ao mais sofisticado prato feito por
chef´s de todas as partes do mundo. A diversidade gastronômica é um dos seus
pontos fortes e a beleza e o cuidado na decoração de seus bares, restaurantes, lojas,
encantam e a fazem, ainda mais charmosa.
Os “turistas” comeram no Restaurante
Pizzaria do Binho, um rodízio de pizzas diferente, você escolhe o sabor das
pizzas que deseja comer no rodízio. Esta moda podia pegar pelas bandas de Lauro
de Freitas. Um senhor muito simpático, que não se sabe se é o Binho, fica na
porta convidando os clientes para comer a “melhor pizza de Arraial”.
Depois de jantar, decidiram passear um
pouco e descobriram a loja Teima Kasih (http://www.terimakasih.com.br/),
que significa “muito obrigado”, em indonesiano. A loja é um passeio à parte. Traz
belezas inacreditáveis em arte, artesanato, vestuário, entre tantas coisas, de
Bali, na Indonésia. A loja em si já é um espetáculo, com uma riqueza de
detalhes que valem a pena. Um olhar mais atento vai se deparar com objetos
belíssimos e encantadores. O preço é sedutor, pois não é tão caro quanto parece
ao se olhar para a loja, ainda bem que os viajantes andam de moto. Enfim, um
ponto turístico que vale a pena ser conferido!!!
Foram também ao Projeto Coral Vivo (http://coralvivo.org.br/),
onde é possível ver diversas espécies de corais de diversos tamanhos e formas.
Um visual diferente e incrível do fundo do mar! Em Arraial fica a primeira base
do projeto, que está localizada no Parque Marinho do Recife de Fora (destino de
alguns passeios de barco).
O Projeto
Coral Vivo iniciou suas atividades em 2003, trabalhando com pesquisa e educação
para a conservação e uso sustentável dos ambientes recifais e das comunidades
coralíneas brasileiras, atuando de forma integrada, multidisciplinar e
multi-institucional. Tem foco em três vertentes: geração de conhecimento
(pesquisa); ensino e educação ambiental; e sensibilização e mobilização da
sociedade. Em 2006, o projeto integrou-se à Associação Amigos do Museu Nacional
(Samn), organização não governamental sem fins lucrativos, localizada no Rio de
Janeiro, fundada em 1937 e detentora de título de utilidade pública estadual desde
1966. O projeto possui unidades de conservação que reúnem uma das
maiores biodiversidades de ambientes coralíneos do Brasil.
Depois de tanta beleza, só restou aos viajantes descansar e
pensar nos passeios do dia seguinte.